Diário

#5 O dia da partida

A hora do “tchau”.

Dia 27 de julho de 2018. Este foi o dia da partida para o novo, para o desconhecido, para a busca interna.

Malas prontas, frio na barriga, medo pegando, ansiedade aumentando, tristeza chegando e felicidade explodindo.

Às 3h da manhã, o despertador tocou e levantei porque não sei se cheguei a dormir então não posso dizer que acordei… hehehe! Fui me arrumar e ouvi meu celular tocando. Era minha mãe. Ela estava na porta da minha casa pra me dar um último abraço (pausa pra dizer que já estou chorando escrevendo isso. Sou uma libriana meeeega emotiva). Ela ficou comigo, tomamos café, ganhei um colinho, muitos abraços e beijos, até que chegou a hora de sair de Arroio do Meio e ir para o aeroporto. Nossa, como foi difícil esse momento! Chorei muito. Não queria deixar minha mãe ir, mas tinha que fazer isso, pois o tempo tava correndo e precisava entrar no carro e ir para o aeroporto. Confesso que a sensação não é boa. Dói muito.

Então lá fomos nós. Em um carro, estava eu, meu pai, meu irmão, minha tia e minha dinda. E no outro carro, estava o Xande, o seu pai e sua mãe.

No aeroporto, fizemos o check-in, despachamos as malas e ficamos aguardando a hora do embarque.

E o embarque. Ai, meu Deus, chega a me dar um nó na garganta quando penso naquela hora. Foi uma das coisas mais difíceis que já fiz na vida. É inexplicável a sensação do adeus. Dá uma dor no peito, o frio na barriga fica descontrolado, teu olho enche de lágrima, você fica sem saber o que fazer, sem palavras e sentindo muito, mas muuuuito amor por aquelas pessoas. Então eu dei um abraço apertado em cada uma delas e disse que eu as amava. Entrei na área do embarque, dei uma última olhada pra trás, respirei fundo e fui. Nossa jornada tinha dado início naquele momento.

Foram basicamente 24h de trânsito até pisar me solo lusitano.

Fomos de Porto Alegre até Florianópolis e, de Florianópolis até Viracopos, São Paulo, onde ficamos 9h esperando o embarque para Lisboa.

Bom, essas 9 horas foram loooongas. O Xande, querido, estava bem mal do estômago e com dor de cabeça. Acho que ele estava em uma crise de ansiedade, então dei muita água pra ele, coloquei uma música de meditação, fiz Reiki e ThetaHealing e ele dormiu. Quando ele acordou, já melhor, fomos conhecer o imenso aeroporto de Viracopos já que tínhamos mais umas 6h de espera pela frente. Ficamos sentados em uns bancos conversando, dormindo e vendo os aviões na decolagem e aterrissagem.

Ficar lá esperando me deu tempo pra pensar em tudo, tudinho que eu tava deixando para trás, como o carinho da minha família, os abraços das minhas amigas, o conforto da minha casa, as brincadeiras com meu afilhado, os atendimentos de reiki, enfim, deixando uma vida que eu construí para viver outra, ou melhor, para viver meu sonho. MEU SONHO! Era real. Eu tava indo realizar ele, então uma euforia tomava conta do meu ser e eu só pensava no tanto de possibilidades que se abriam pra mim e eu só conseguia sorrir, até que, sonhando acordada, ouvi o chamado do embarque para Lisboa. Tava na hora de partir do Brasil.

O vôo de Viracopos até Lisboa durou umas 9h30min e foi um voo tenso, com pessoas passando mal a bordo, instabilidades e tudo mais. Não via a hora de chegar.

Ah, tenho que dizer que, quando o avião estava taxiando por Lisboa e eu vi o Terreiro do Paço lá de cima, meus olhos se encheram de lágrimas. Eu não estava acreditando que novamente estava em Portugal, terrinha linda que me deu grandes presentes em forma de amizades. Nessa hora, o Xande disse: “Não chora ainda. Só depois que tu conseguir entrar!”.

E, falando em entrar, a fila na imigração foi gigantesca, mas isso é assunto para um outro artigo. Agora vou passar a bola para o Xande contar como foi pra ele o dia da partida!

Segue aí , amor….

Xande na área! Compartilho de praticamente tudo que a Bê descreveu. As borboletas no estômago, a dor de deixar pra trás pessoas que amo tanto, aquele momento inesquecível que tu olha pro pessoal e dá um “tchau” sem a menor ideia de quando (e se) vai poder rever novamente… Sem dúvida é muito sentimento envolvido.

Eu lembrava o tempo todo daquele ditado: “Não se faz omelete sem quebrar alguns ovos”. O “omelete”, pra mim, significou finalmente, após mais de 10 anos de procrastinação, dar o grande passo de realizar meu sonho de conhecer mais do mundo num mochilão sem data de fim. Então, em princípio, toda essa dor tinha um motivo; uma razão de ser. Significava mais um passo – e dos grandes – em direção a mim mesmo. Ao “inner self” (o “eu” interior).

E lá fomos nós.

Como a Bê comentou, fiquei mesmo muito mal em Viracopos. Não vejo outra explicação, senão a de que foi tudo uma soma de ansiedade e muitos outros sentimentos misturados. Aliás, aproveito pra dizer: Gratidão por ter cuidado (e continuar cuidando) de mim! Foi fundamental!

O melhor de tudo é agora, dia 7 de abril de 2019, oito meses depois, poder dizer que foi a melhor decisão que já tomei na minha vida; que eu faria tudo de novo; que eu reviveria cada experiência, inclusive as eventualmente não tão boas – que não foram poucas -, pois delas que normalmente vieram os maiores aprendizados.

Sigamos!

7 comentários em “#5 O dia da partida”

  1. Chorando de emoção com a história linda de vocês, Há Xande querido te conheço tão bem,que sei exatamente como você está feliz em estar realizando este sonho 🙌🙏 sigam felizes ,e vivam intensamente todos os momentos 🙌 torço muito por vocês 💗💗 estou viajando de mente com vocês 🙏 fiquem com Deus sempre 🙏 abraços apertados 🙅🙅😘💖💖

  2. Querido Xande e Bê (que ainda espero conhecer), acabou de cair um cisco no meu olho…… Estou feliz por vocês e viajando com vocês! Apro veitem muito cada nova experiência, pois isto que estão vivendo não há dinheiro que pague. Sejam felizes! Beijos no coração! 🥰🥰🥰😘😘😘😘❤️❤️❤️❤️

    1. Oi, Vanda! Adorei te ver por aqui! Continua acompanhando e comentando que isso ajuda a amenizar a saudades! Suuuuuuper beijo pra ti e pro Ade!

  3. Xande e Bê parabéns a vocês pela coragem e determinação. Conhecer o mundo numa aventura e quero ir com vocês nesta aventura… desejo sorte para que o caminho não seja tão pesado, desejo felicidades para vossa união e desejo esperança a cada novo dia para seguirem adiante. Um abração e bjs!

  4. Uauuuu…..
    Simplesmente emocionante!
    Xande, sabia que estava viajando, mas só estou a par agora…. Cara, que irado!!

    Vou seguir acompanhando vocês nessa aventura de autoconhecimento !!!

    Show!!!!

    1. Oi, Raquel! Que felicidade em te ver por aqui! Isso mesmo: vem com a gente! E lembra que qualquer dúvida, é só perguntar. Beijão!

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